Todos precisam saber e você precisa falar!

Todos precisam saber e você precisa falar!

Recentemente, uma pessoa compartilhou comigo sua frustração de jamais haver evangelizado alguém objetivamente – sim, apesar de convertido a Jesus há quase uma década, jamais falou do amor de Deus, da condição humana pecaminosa e do plano de redenção para a salvação do homem a quem quer que fosse.

 

Recentemente, uma pessoa compartilhou comigo sua frustração de jamais haver evangelizado alguém objetivamente – sim, apesar de convertido a Jesus há quase uma década, jamais falou do amor de Deus, da condição humana pecaminosa e do plano de redenção para a salvação do homem a quem quer que fosse. 

Juntos, constatamos que essa é a realidade de muitos milhares de cristãos contemporâneos que superlotam as igrejas evangélicas aos domingos com suas roupas “descoladas”, seus modernos iPads, iPod, iPhones, smartphones e similares que extratificam socialmente: mesmo com todo o poder da mídia gospel, dos pastores eletrônicos, dos cantores gospels cada vez mais inseridos no contexto secular (e isso não é um comentário pejorativo, de reprovação ou crítica negativa – apenas a constatação de um fato), nunca antes o evangelho verdadeiro, sistemático, inteligível e crível foi tão pouco pregado.

“Tipo assim”: sentar-se com o indivíduo para tomar café, ou ficar em pé com um copo d’agua, ou de pé sem o copo d’agua (seja lá como for), abrir a Bíblia no clássico João 3:16 e explicar: 

1) Que Deus é esse a quem o evangelista refere-se;

2) Que mundo amado é esse mencionado pelo evangelista;

3) A qualidade e a profundidade desse amor;

4) Quem é esse Filho, qual o papel desse Filho na Trindade Divina e qual a necessidade desse Filho morrer;

5) Por que é necessário que se creia nesse Filho e em Sua obra expiatória;

6) Por qual razão o homem perecerá se não crer no Filho de Deus e em Sua Obra realizada; 

7) Qual o maior benefício de se crer no Filho de Deus.

Ou, ainda, levar a pessoa à fala de João Batista em Mateus 3:2 e discorrer com ela sobre a qual arrependimento os homens são convocados, o que é de fato o Reino dos céus recém-inaugurado e o nosso papel nesse Reino. 

A crise que campeia naquele jovem com quem conversei tem sido vivenciada por inúmeros outros cristãos que, à despeito de cantarem “Irei Contigo onde quer que fores, meu Senhor”; “Cantarei teu amor pra sempre”; “Jesus Cristo mudou meu viver”, dentre outras canções do hinário, têm vivido uma vida cristã tímida, raquítica, chegando às raias da improdutividade, uma vida de quem omite-se e cala quando uma voz precisa “clamar no deserto”; 

Quando falamos, só impostamos nossas vozes no meio da multidão, como aquele contralto no grande coral; fugimos desesperados quando alguém nos aponta e diz “este homem anda com Jesus de Nazaré”, e negamos dizendo “Não conheço a nenhum Jesus” (Mt.26:70-72).

Via de regra, só pregamos o evangelho obliquamente (cantando canções gospel, convidando para os cultos, repetindo frases de efeito, indicando literatura evangélica), e esse tem sido o perfil de muitos e muitos “cristãos” contemporâneos; lamentavelmente, é como se fosse uma marca da igreja do século XXI. 

E por quê se dá a crise?

Por uma razão bem simples: esse ostracismo todo não condiz com a identidade de um cristão, daquele que nasceu de novo, que experimentou da graça de Cristo, e dEle tornou-se “prisioneiro”.

Um cristão entra em crise porque não pode conter as verdades do Reino em seu interior, da mesma forma que não se consegue esconder uma cidade edificada sobre um monte, ou uma luz que acende em meio à vasta escuridão – vai aparecer.

A nova natureza, a novidade de vida, o amor novo experimentado, a alegria que invade o ser, a paz que ultrapassa o raciocínio humano, a esperança que muda a ótica das circunstâncias, a fé que leva a atitudes, enfim, todas as benesses das quais desfrutamos à partir da presença do Espírito Santo em nosso interior e que são resultado da aceitação do plano de salvação e regeneração proposto por Jesus na cruz, levam-nos a uma irresistível vontade de compartilhar, de difundir, de transmitir, de falar, e falar, e falar…

Também entramos em crise porque vemos pessoas sofrendo, presas a valores deste século, perdidas em si mesmas ou em suas tradições. O fato de reconhecermos que Jesus é a resposta para as inquietações do homem, o único que nos centralize e muda, e o único caminho que leva a Deus, sendo a Verdade e a Vida, não muda em nada a vida de ninguém, se não falarmos dessa realidade aos necessitados. 

Mas como os necessitados terão suas vidas mudadas, se não crêem no plano de salvação em Jesus? E como crerão naquele que não ouviram falar? E como ouvirão, se não há quem pregue? Então, tornemo-nos anunciantes das boas-novas do Evangelho de Jesus.

A imperiosa ordem de Paulo a seu amado filho na fé é premente ainda hoje: “PREGA A PALAVRA” (2ª Tm.4:2).

Ainda quando criança ouvia uma canção do Grupo Vencedores Por Cristo (1971) que muito me comovia, e que em um dos seus trechos dizia: “Do alto da montanha a todos vou falar que encontrei Jesus, Senhor, eu quero transmitir”. 

Esse deve ser o resultado de uma vida que foi alcançada por Jesus: falar do amor de Deus, objetivamente, apaixonadamente, comprometidamente, numa absoluta entrega ao que se faz, mesmo que isso custe a própria vida, sacrifique sonhos e projetos pessoais: dar ao mundo a notícia nova da salvação em Cristo, gastar tempo com pessoas discipulando-as para que também se rendam a Cristo, e também se comprometam, e também falem dEle, e também discipulem pessoas. 

Isso é mais simples do que parece, considerando-se que falaremos de tudo o que nos aconteceu à partir de Jesus Cristo em nossa vida: transformação. Dispensa-se argumentos teológicos, teses doutorandas sobre divindade, cargos ou funções eclesiásticas, ou qualquer coisa que complique a transmissão da simples mensagem do amor de Deus ao homem expresso em Jesus Cristo, nos preceitos da Escritura Sagrada. 

Como igreja, vamos rever nossa missão primordial de evangelizar o mundo com base na Santa Palavra de Deus. 

Como indivíduos, vamos nos comprometer a adotar um estilo de vida onde Jesus Cristo esteja implícito integralmente, e dEle falemos assentados em nossas casas, andando pelos caminhos, deitados ou de pé, trabalhando, estudando ou até mesmo em uma festa, celebrando. 

Mais ainda: vivamos tão comprometidamente os princípios do Reino dos Céus que nossa simples presença seja a porta de entrada para a pregação do evangelho, atice a curiosidade alheia e seja nosso cartão de visitas. 

Tudo isso só será eficazmente possível à partir de um compromisso de vida com a Palavra de Deus e uma vida de oração plena. 

Certamente, retornaremos da Colheita com os cestos cheios. 

Evangelize sempre. Boa colheita!

No que você está pensando?
 
Pastor Carlos Alberto
PIB Trindade