O QUE MUDA QUANDO NÃO MUDA?

O QUE MUDA QUANDO NÃO MUDA?

O QUE MUDA QUANDO NÃO MUDA?

Até os elementos mais estáticos estão em mudança. Cadeias de montanhas, embora gigantescas, estão em mudança. Se mexem. São o resultado de uma escultura lenta ao longo de milhares de anos de escala geológica que sofreram, minuto após minuto, a ação de diversos fatores externos e internos. Por fora, agentes atmosféricos, por dentro, a absurda ação tectônica.

O QUE MUDA QUANDO NÃO MUDA?

Até os elementos mais estáticos estão em mudança. Cadeias de montanhas, embora gigantescas, estão em mudança. Se mexem. São o resultado de uma escultura lenta ao longo de milhares de anos de escala geológica que sofreram, minuto após minuto, a ação de diversos fatores externos e internos. Por fora, agentes atmosféricos, por dentro, a absurda ação tectônica. Não há como permanecer igual! Mesmo quando nada muda, está em mudança.

Às vezes questiona-se o por quê de mudar. Por que mudar? Mudar realmente muda? Existe mudança que não muda? Mudar muda alguém? O que muda quando muda? E, finalmente, o que muda quando não muda? Mudar. Alterar. Crescer. Evoluir. Involuir. Extinguir. Mexer… parece não ter fim o que muda. Afinal, não existe nada imutável? Se tudo muda, existe algo além da mudança. Ou, ainda, quem opera a mudança na mudança? Há algum ponto supremo acima da dinâmica de transformação?

Feliz e seguramente existe um equilíbrio na mudança. Por mais trágico que seja um cenário de tempestade, ela rearruma uma atmosfera inteira. As águas que escorrem lavam e rumam para o mar. Os ventos fortes bagunçam e espalham diversos elementos. Testam a força e a estabilidade do que está fixado. Talvez arranque partes. Talvez outras sejam arremessadas. Mas, se no lugar permanecer, as mudanças farão saber que era mais forte que os ventos, e que mesmo com as perdas, ainda há estrutura para novas intempéries.

Sem mudança, o que muda somos nós. Mudamos com os ventos. Mudamos com o tectonismo das emoções. Até o mais resistente cede diante do inevitável e chora ao se deparar com a mudança que o transformou. Percebendo ou não, mudado ou não, mudou. E muda. Muda sempre. Muda sem saber. Muda sabendo. Muda diante do Deus imutável, que mesmo invariável em sua natureza e caráter, segue dinâmico em tudo que perfeitamente realiza. Mudamos quando nada muda, porque mudamos o que tudo muda – nós mesmos. As forças internas e externas são movidas pelo maior Agente de transformação que se pode imaginar. Somos mudados para dinamicamente não mais mudarmos, mas sim permanecermos transformados no Reino do Seu Amor, como eternos agentes de mudança.

Mudamos quando nada muda…

Staney Medeiros

Fonte:www.subscritos.com