A Igreja e o Estado

A Igreja e o Estado

Palavras do Senhor Jesus contra os escribas e fariseus:

“Ai de vós, guias cegos, que dizeis: Quem jurar pelo santuário, isso é nada; mas, se alguém jurar pelo ouro do santuário, fica obrigado pelo que jurou! Insensatos e cegos! Pois qual é maior: o ouro ou o santuário que santifica o ouro? E dizeis: Quem jurar pelo altar, isso é nada; quem, porém, jurar pela oferta que está sobre o altar fica obrigado pelo que jurou. Cegos! Pois qual é maior: a oferta ou o altar que santifica a oferta? Portanto, quem jurar pelo altar jura por ele e por tudo o que sobre ele está.

A Igreja e o Estado. Palavras do Senhor Jesus contra os escribas e fariseus: “Ai de vós, guias cegos, que dizeis: Quem jurar pelo santuário, isso é nada; mas, se alguém jurar pelo ouro do santuário, fica obrigado pelo que jurou! Insensatos e cegos! Pois qual é maior: o ouro ou o santuário que santifica o ouro? E dizeis: Quem jurar pelo altar, isso é nada; quem, porém, jurar pela oferta que está sobre o altar fica obrigado pelo que jurou. Cegos! Pois qual é maior: a oferta ou o altar que santifica a oferta? Portanto, quem jurar pelo altar jura por ele e por tudo o que sobre ele está. Quem jurar pelo santuário jura por ele e por aquele que nele habita; e quem jura pelo céu jura pelo trono de Deus e por aquele que no trono está sentado.” Mateus 23:16-22. (ARA) O que mais importa na igreja? E para a igreja? O que é igreja? Igreja serve para quê? O que é o Reino de Deus na Terra? Para que Deus nos chamou? O que somos para Ele? O que Ele é para nós? O que é culto? Para que serve um culto? O que se deve fazer num culto? O culto é para quem? De que forma se deve prestar culto? Tem hora e lugar para isso? Juntar um monte de gente num lugar tem qual objetivo? Seria isso a igreja? O que é a Palavra de Deus? O que é Evangelho? Quem são os salvos? O que é vida? Para onde vamos após a vida? Existe vida após a morte? Existe vida em meio à morte? Pecado existe de verdade? É um meio de coibir práticas? Existe ética? Existe moral? O que baliza o bem e o mal? Que princípios regem uma promessa? De que serve uma promessa? Existe verdade? O que caracteriza uma verdade? Como sentimos se é verdade? Quão certos estamos de qualquer verdade? Perguntas, perguntas e perguntas. Existem respostas? Quais são as exigências de um mundo tão informado, mas, aparentemente inerte? Ou, talvez, pouco sábio? O conhecimento não se limita apenas à informação. Capacidade e habilidades são exigidas em diversas situações. Sabedoria está além de meras constatações. Condução e gestão de práticas vão além de boa informação ou formação. Agir demanda saber, e saber demanda conhecimento da teoria e da realidade, além de foco para determinar o que deve ser implantado como certo. Longe do egoísmo, o certo busca o interesse coletivo, no intuito de disseminar valores abrangentes, pautados no amor, no respeito e na dignidade do próximo. Assisti a um debate recentemente sobre o atual momento político brasileiro. Vive-se, de acordo com uma das análises do debate, uma crise, dentre outras, de gestão e competência do governo atual. As análises, críticas e cirúrgicas, apontavam para uma falta de habilidade e vontade por parte dos políticos brasileiros face aos movimentos das ruas. O distanciamento entre representante e representado é tão grande que, mesmo falando a mesma língua, entende-se a mensagem de forma antagônica. De um lado, um povo que não aguenta mais as promessas e as juras de que dias melhores virão. Vêem no cotidiano a desesperança de melhoria e exige postura imediata. Do lado oposto, líderes obsoletos, de antiga escola política que, além de ignorar e desconhecer a realidade do povo brasileiro, seguem agindo como se tudo fosse continuar como sempre foi, numa terra onde tudo acaba em pizza e que o circo sempre substituiu o pão. Pressionados, correm com pautas desnorteadas numa tentativa de pintar um quadro com personagens que nem sabem que forma tem. É nítida a total incapacidade de gestão misturada a um desânimo para abrir mão dos privilégios larápios de longa data. Ao mesmo tempo, tem que noticiar que melhorias têm sido feitas e que tudo parecerá mudar. Desconhece-se o poder da internet e da velocidade da informação. Apesar de boa parte de quem lê não saber o que lê, mas lê. É diferente de uma época onde não existia tanta pluralidade midiática. Mesmo sabendo que uma PEC não passou, agora busca-se saber o que é uma PEC. Não se difunde o poder de uma constituinte, plebiscito é uma palavra estranha, referendo é coisa de arma, e voto é aquilo que gera favor. Um misto de cegueira e revolta. Cegos guiando cegos! Desta vez com alguns cegos revoltados com os seus guias. Escuta-se a voz: Sou cego e quero ser tratado como tal! Descobriu-se que até minorias têm direitos. É inegavelmente uma época distinta e com matizes de evolução. Comparativamente, a igreja deveria acordar para cunhar um termo usado no momento. A igreja é um gigante, mas não acordou. O Evangelho desperta uma verdade que vai incomodar um bloco aristocrático antigo da igreja, que também não faz questão de mudar certas verdades. Representantes também andam distantes do rebanho. São ovelhas sem pastor. A manutenção da ordem e da “boa fé” é melhor do que a balbúrdia democrática em prol de um verdadeiro Reino. Mantém-se velhos formatos, rituais infrutíferos, músicas vazias e cultos à criatura em vez do Criador. Os privilégios de uma oligarquia de “super-crentes” conquistada com o engano e a deturpação do que seria a verdade. Juram em nome de si mesmos e garantem milagres de Deus como seus. Ao menor movimento de revolta, usa-se o santo como argumento, e condena-se a mudança como pecado contra a verdade. O mercado se nutre da carnalidade travestida de espiritualidade. Prega-se em prol do Reino com os bolsos cheios das ofertas do altar. Surgindo algum gesto de insatisfação, não menos políticos que os políticos “seculares”, mostram absoluto desconhecimento, má vontade e incapacidade de trazer mudança para a velha ordem. Cegos guiando cegos! Igreja é aquele lugar onde o “santo” joga o profano por terra e se vive uma vida que se gostaria, mas que não condiz com a realidade – gritam alguns. Os tempos também são outros. A teologia já não está tão restrita quanto antigamente. Os seminários também têm versões on-line e à distância. Os escritos dos Pais da Igreja e as contribuições históricas de muitos verdadeiros cristãos estão mais acessíveis. A informação também tem adentrado o ambiente eclesiástico. Temas “tabus” ganham força diante da hipocrisia. O evangeliquês perde força diante do diálogo franco. Vestir capa de santidade deixa o rabinho do pecado aparecendo. Não dá mais para aguentar tamanho engano e falsidade! A diferença para as ruas é que nelas só reclamamos a parte “secular” da história. A necessidade de mudança passa também pelas portas do templo. Nós nos revoltamos com os políticos das três esferas, mas esquecemos que lá estão muitos “pastores” e “cristãos”. Salvo exceções, é tudo farinha do mesmo saco! Dentro de nossas igrejas temos diversos jogos, acordos, conluios e covis de salteadores, mas é tudo “santo”. Dizemos: Deixa eles com Deus no dia do juízo final! E parados ficamos vendo o circo pegar fogo. E fogo do inferno. Abduzimos as verdades da Bíblia para não “machucar” o irmão, nem perder as vantagens dos sistemas departamentais da igreja. Aliás, reclama-se de tantos departamentos em Brasília, mas não enxugamos a máquina eclesiástica. Falta verba para tudo. Saúde e educação religiosa estão entregues aos poucos guerreiros que se desdobram para fazer milagre com o pouco que têm. Missionários e professores mal pagos, afinal, é sacerdócio. Vocação não merece remuneração justa, senão é mercenária. Hipocrisia. O circo também ganhou mais importância do que o pão. Artistas e números num templo cheio são mais importantes do que alimento sólido para a multidão faminta da Palavra. Mensagens que são “Bolsa-Bíblia” de valor espiritual irrisório. Criam um parasitismo semanal para ganhar uma pequena porção, mas não o suficiente para gerar libertação. Experimentem mexer no benefício! Grande massa de “fiéis” esperneará sem saber o que fazer. Sem o “homem” ou a “mulher” de Deus o que farão? Ninguém mencionou o véu rasgado do templo? Afinal, ser crente não é só assistir culto não? Que loucura é essa de “transformai-vos pela renovação da vossa mente”? Triste, mas oração “forte” é a que o líder faz – dizem alguns. Cegos… Precisamos clamar e agir por mudanças em nosso meio. O Espírito Santo tem falado ao nosso coração? Existe uma chama ardendo dentro do nosso coração para transformar a nossa realidade? Comecemos por nós mesmos. O que estamos negociando em troca da verdade do Evangelho? A que estamos nos submetendo sob o pretexto de santo? Quem nos acusa se Cristo é quem nos justifica? Quem se declara bom se só há um que é Deus? Por que o egoísmo e a vaidade são tão mais atraentes que a semelhança diante de Deus? Por que os destaques são tão mais almejados do que simplesmente servir? Por que alimentamos um sistema corrupto em diversos departamentos de nossas igrejas? Por que esmagamos o oprimido e não lhes damos condições de se erguerem? Por que permitimos as igrejas terem tantos membros e tão poucos irmãos e irmãs? Por que as ovelhas dependem mais dos pastores humanos do que do Pastor Celestial? Por que fazemos tantos rituais de purificação em nossos cultos e menos celebração para o Alvo que é Cristo? Por que lemos tantos escritos em redes sociais, blogs, revistas, sites e não buscamos a Palavra de Deus e a verdade nela contida? Algo precisa mudar. E o que já começou a mudar precisa continuar… Sejamos ousados no Senhor, e busquemos sabedoria que vem dEle. Somente em oração e estudo da Palavra conseguiremos progredir para o avanço do Reino.

No Amor de Jesus,

Staney Medeiros

Fonte: www.subscritos.com